Evelyn,
O que dizer? Como posso não ser tendencioso após os acontecimentos recentes?
Tudo passa na minha mente e se repete como um filme. Ou uma peça de teatro. Ou um trecho de um livro. E eu quero reler esse livro mil vezes, e mil vezes mais cada dia. Porque tanta coisa deu errada do lado de cá nos últimos meses, e ainda assim, tanta coisa deu certa de maneiras que eu sequer imaginaria.
E, quando eu pensei que você fosse sumir, você não sumiu. E, quando eu pensei em partir, eu não o fiz. E foi por esforço mútuo, não?
Afinal de contas, não é amor isso que sentimos um pelo outro? Ambos sabemos que isso é amor de verdade. Amor gravado na carne, cravado no fundo do peito. Amor esse que eu sei que também arde dentro de ti. E nós podíamos estar em qualquer lugar, mas escolhemos estar juntos aquela noite. Nós podíamos estar separados, mas decidimos, sobretudo, estar juntos. E nada nesse mundo poderia ser tão bom quanto estar contigo naquela noite. Nada poderia ser tão bom quanto ver o seu sorriso, e os fogos refletidos em seus olhos.
E alguns cigarros, algumas cervejas e alguns beijos roubados depois... Evelyn, o que me resta? Um sorriso cravado no rosto, acima de tudo.
Afinal de contas, minha querida Evelyn, se fosse preciso, eu iria até o inferno te buscar. Por que você me faz bem como ninguém mais faz.
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