quinta-feira, 5 de abril de 2012

Carta 003

 Meus olhos pesam. Minha consciência luta contra mim: Ela me quer distante. Minha sanidade encontra-se amansada. percepções sensoriais são elevadas. Eu sinto até o calor do sangue que corre sob minha pele, percorrendo minhas artérias, pulsando conforme meus ventrílocos ordenam. Eu ouço o sangue que corre no interior do meu crânio. Meus olhos enxergam d'outra forma - nem certa nem errada, apenas de outro jeito. O tempo desacelera, preguiçoso...

                                 ...Como uma brisa que passa rápido, deixando apenas um rastro de frio atrás de si, tudo passou. Nada fica, senão um certo ar contemplativo, uma vontade de se diluir e voltar a ser parte de um todo como nos tempos pré-Big-bang. De derreter e escorrer pelas páginas de um livro de Asimov...

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