sábado, 7 de abril de 2012

Carta 004

Minha querida Evelyn,

 Ontem saí com dois companheiros em uma peculiar peregrinação. Rumamos cedo da noite a uma comemoração espontânea e aleatória. Regamos nossos espíritos inflamados pela música com bebidas oriundas do Leste Europeu feitas à base de trigo. Entorpecemos nossos cérebros seguindo minuciosamente os compassos de toda uma concomitância musical que se derramava entre os presentes. Honrando minhas origens que remontam à Europa, e de lá à Índia, deixei-me levar pelos sustenidos e deixei-me afogar em bemóis; E seria inevitável que não me viesse à mente você em momento algum.
 Eu me retirei da taberna em qualquer momento entre a embriaguez e a sobriedade, e despenquei numa cama não muito antes do sol se levantar. Eu só viria a acordar dali a algumas horas, tentando primeiro adivinhar onde estaria, para depois tentar me lembrar dos acontecimentos da noite anterior - E, depois, levaria algumas horas mais para assimilar uma possível epifania que há de florescer neste meio-tempo.

L. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário