terça-feira, 3 de abril de 2012

Carta 001

Minha querida Evelyn,

Depois de muito calar-me, e de muito me sentar em silêncio no escuro contemplando as sombras que preenchem o vácuo de meu leito, chego mais uma vez - e mais de uma vez - à conclusão de que a situação a qual chegamos é, mais uma vez, insustentável.
Sinto-me compelido a fazer desta carta a mais breve possível, e hei de terminá-la citando Augusto de Almeida:

"Que me importa te perder se eu nada tenho?
Que me importa te ganhar se eu não sou teu?
Porque és tão divina e eu sou ateu..."


 L.

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