Eu preciso voltar, meu amor.
Ver no horizonte, dividindo a imensidão azul ao meio, nossa ilha.
Nosso paraíso na terra.
Para lá, naquela pequena linha que divide o céu da terra.
Para além de lá, o infinito, minha querida Evelyn.
O infinito e você.
O infinito é você...
"Não vês que me foge a alma e que me enjeita, buscando num só riso da tua boca, nos teus olhos azuis, mansa colheita?"
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Carta 039
Evelyn,
Faz mais de uma semana que peregrino perdido.
Mais de uma semana que caminho sem saber para onde.
Outro dia, outra cidade.
Vivo de caronas. Meu alimento é a luz do sol. Meu teto, se não o teto empoeirado e sujo da carroceria de um caminhão velho ou o teto sujo e caindo aos pedaços de um celeiro abandonado, é o teto limpo e estrelado da noite. Meus pés são minhas solas de sapato já gastas ou os pneus de borracha sobre o asfalto quente de algum viajante perdido.
Levo comigo só o essencial: um caderno para lhe escrever. Uma mochila com o pouco de roupas que consegui reunir. Minha mente confusa. Meu olhar perdido. Minha alma condenada.
Por mais que, por vezes, meu corpo pareça estar à beira de um colapso, minha alma cada vez mais se fortalece. Cada vez que minhas pernas falham e eu vou ao chão sob o sol escaldante que divide a fronteira de dois estados, sinto minha alma engrandecendo. Sinto que estou moldando meu espírito às custas de meu próprio corpo. Um Davi feito de sangue e suor. Vênus de Milo feita de dor e sacrifício. Minha Magnum Opus é minha jornada em busca de mim mesmo, rumo a lugar nenhum.
E eu não temo o frio da noite.
Eu não temo o calor que castiga, nem a solidão que me afoga.
Não temo a escuridão quase palpável que se deita comigo. Não temo não voltar.
Mas, só de pensar que talvez eu possa nunca mais te reencontrar, meu estômago dá um nó e meu coração pára de bater por um segundo.
Por vezes meus pés ameaçaram dar meia-volta. Por vezes, eu receei continuar.
Não que eu não pretenda voltar. Mas ainda não é hora...
E, se por acaso, minha jornada lhe preocupa, lembre-se: eu jamais ando só. Pois se em minha mente impávida eu caminho solitário em busca de mim mesmo, em meu coração eu trago sempre seus beijos e abraços.
Não importa aonde eu vá, Evelyn, um pedaço seu sempre estará comigo.
E, se de noite ao se deitar você sentir alguma centeia de melancolia ou de tristeza, tenha certeza: é um pedaço de mim mesmo que tu carregas dentro de ti...
Faz mais de uma semana que peregrino perdido.
Mais de uma semana que caminho sem saber para onde.
Outro dia, outra cidade.
Vivo de caronas. Meu alimento é a luz do sol. Meu teto, se não o teto empoeirado e sujo da carroceria de um caminhão velho ou o teto sujo e caindo aos pedaços de um celeiro abandonado, é o teto limpo e estrelado da noite. Meus pés são minhas solas de sapato já gastas ou os pneus de borracha sobre o asfalto quente de algum viajante perdido.
Levo comigo só o essencial: um caderno para lhe escrever. Uma mochila com o pouco de roupas que consegui reunir. Minha mente confusa. Meu olhar perdido. Minha alma condenada.
Por mais que, por vezes, meu corpo pareça estar à beira de um colapso, minha alma cada vez mais se fortalece. Cada vez que minhas pernas falham e eu vou ao chão sob o sol escaldante que divide a fronteira de dois estados, sinto minha alma engrandecendo. Sinto que estou moldando meu espírito às custas de meu próprio corpo. Um Davi feito de sangue e suor. Vênus de Milo feita de dor e sacrifício. Minha Magnum Opus é minha jornada em busca de mim mesmo, rumo a lugar nenhum.
E eu não temo o frio da noite.
Eu não temo o calor que castiga, nem a solidão que me afoga.
Não temo a escuridão quase palpável que se deita comigo. Não temo não voltar.
Mas, só de pensar que talvez eu possa nunca mais te reencontrar, meu estômago dá um nó e meu coração pára de bater por um segundo.
Por vezes meus pés ameaçaram dar meia-volta. Por vezes, eu receei continuar.
Não que eu não pretenda voltar. Mas ainda não é hora...
E, se por acaso, minha jornada lhe preocupa, lembre-se: eu jamais ando só. Pois se em minha mente impávida eu caminho solitário em busca de mim mesmo, em meu coração eu trago sempre seus beijos e abraços.
Não importa aonde eu vá, Evelyn, um pedaço seu sempre estará comigo.
E, se de noite ao se deitar você sentir alguma centeia de melancolia ou de tristeza, tenha certeza: é um pedaço de mim mesmo que tu carregas dentro de ti...
L.
domingo, 19 de maio de 2013
Carta 038
Evelyn, minha querida e agora distante Evelyn...
Meu peito arde e meu coração bate com dificuldade sob toda a pressão que sobre ele se deposita. Meus ventrículos bombeiam sangue a temperaturas escaldantes. Eu sou uma bomba de fissão atômica prestes a explodir. Glóbulos e plaquetas no lugar de plutônio e urânio. Adrenalina no lugar de nêutrons.
Meus pés, pesadas botas de um mergulhador dentro de um escafandro, subitamente tornam-se leves e são capazes de andar sobre a água quando te vejo.
Meus olhos, globos de vidro inertes, quando à sua luz, marejam e deixam escorrer de sua fonte as águas que bem poderiam correr rumo ao Mar Morto.
Sinto a revolução de todas as moléculas de meu âmago. Ouço o som de minhas sinapses movidas à vapor.
É a sua falta, Evelyn. A sua falta que me fará explodir e levar comigo uma Nagasaki inteira e meia Hiroshima. É a dor de não ter você aqui comigo que vai me fazer chover chuva tóxica sobre as plantações de Pripyat. É minha ansiedade toda que vai fazer o Exército Vermelho lançar sua Bomba H contra o ocidente. Meu nervosismo, que invade a Baía dos Porcos para depois ser rechaçado com a força de mil guerrilheiros.
Evelyn, o que sinto, essa vontade de te tocar, beijar. Sentir teu calor, sentir teu cheiro, é agora uma necessidade biológica.
Encontro-me absorto em memórias que escorrem sob cachoeiras perdidas em uma ilha paradisíaca. Memórias que vagam pelos centros de cidades que vibram ao som de mil violas e violinos. Memórias que velejam sobre o mar, tal qual um rei ou um príncipe. Memórias que me fazem perder o ar. Memórias que me fazem querer voar de volta para ti tal qual uma gaivota perdida.
Memórias que fazem meu sangue ferver de paixão e meu coração bater mais rápido. Pronto para detonar. Pronto para o Inverno Nuclear...
...E então, seríamos só nós dois, numa ilha deserta, sob a neve cinza, ao pé da serra ouvindo o mar.
...Só eu e você.
Meu peito arde e meu coração bate com dificuldade sob toda a pressão que sobre ele se deposita. Meus ventrículos bombeiam sangue a temperaturas escaldantes. Eu sou uma bomba de fissão atômica prestes a explodir. Glóbulos e plaquetas no lugar de plutônio e urânio. Adrenalina no lugar de nêutrons.
Meus pés, pesadas botas de um mergulhador dentro de um escafandro, subitamente tornam-se leves e são capazes de andar sobre a água quando te vejo.
Meus olhos, globos de vidro inertes, quando à sua luz, marejam e deixam escorrer de sua fonte as águas que bem poderiam correr rumo ao Mar Morto.
Sinto a revolução de todas as moléculas de meu âmago. Ouço o som de minhas sinapses movidas à vapor.
É a sua falta, Evelyn. A sua falta que me fará explodir e levar comigo uma Nagasaki inteira e meia Hiroshima. É a dor de não ter você aqui comigo que vai me fazer chover chuva tóxica sobre as plantações de Pripyat. É minha ansiedade toda que vai fazer o Exército Vermelho lançar sua Bomba H contra o ocidente. Meu nervosismo, que invade a Baía dos Porcos para depois ser rechaçado com a força de mil guerrilheiros.
Evelyn, o que sinto, essa vontade de te tocar, beijar. Sentir teu calor, sentir teu cheiro, é agora uma necessidade biológica.
Encontro-me absorto em memórias que escorrem sob cachoeiras perdidas em uma ilha paradisíaca. Memórias que vagam pelos centros de cidades que vibram ao som de mil violas e violinos. Memórias que velejam sobre o mar, tal qual um rei ou um príncipe. Memórias que me fazem perder o ar. Memórias que me fazem querer voar de volta para ti tal qual uma gaivota perdida.
Memórias que fazem meu sangue ferver de paixão e meu coração bater mais rápido. Pronto para detonar. Pronto para o Inverno Nuclear...
...E então, seríamos só nós dois, numa ilha deserta, sob a neve cinza, ao pé da serra ouvindo o mar.
...Só eu e você.
L.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Carta 037
Minha querida Evelyn,
Eu estou deixando esta casa, com a consciência leve e o futuro incerto, e a porta, não sei se a estou deixando aberta ou fechada.
Meu peito respira pesado. Minha gastrite me devora de dentro pra fora. Minhas costas doem.
E eu só consigo pensar em você. Você, do outro lado do sonho. Você, a quilômetros de distância. Você, que há pouco estava aqui, comigo, e hoje é substituída pelo denso ar da capital...
É sempre assim quando me despeço de você. Só saudade. Eu contando nos dedos os dias para te rever.
Rever seus olhos profundos que me confortam. Seu perfume que, de noite, preenche o quarto. Sua pele alva. Seu sorriso. Seu toque...
Evelyn, eu vou, e eu não sei pra onde nem por quanto tempo.
No que dependesse de mim, eu subiria na primeira locomotiva e iria de encontro a você. Ficaria no hotel mais próximo da sua casa para poder te ver todo dia. Acamparia à janela do teu quarto para de noite sentir o teu perfume. Acordaria mais cedo que você para te ver despertar.
Invejo seus sonhos, que podem ter você toda noite.
Invejo o espelho que está na sua cabeceira, pois pode te ver todo dia.
Evelyn, esse vazio que me preenche o peito não existe quando estou com você.
Evelyn... Meu peito respira com dificuldade.
Minha gastrite me devora de dentro pra fora.
Minhas mãos tremem... Eu não estou bem...
E tudo que eu queria agora era poder te segurar em meus braços...
Eu estou deixando esta casa, com a consciência leve e o futuro incerto, e a porta, não sei se a estou deixando aberta ou fechada.
Meu peito respira pesado. Minha gastrite me devora de dentro pra fora. Minhas costas doem.
E eu só consigo pensar em você. Você, do outro lado do sonho. Você, a quilômetros de distância. Você, que há pouco estava aqui, comigo, e hoje é substituída pelo denso ar da capital...
É sempre assim quando me despeço de você. Só saudade. Eu contando nos dedos os dias para te rever.
Rever seus olhos profundos que me confortam. Seu perfume que, de noite, preenche o quarto. Sua pele alva. Seu sorriso. Seu toque...
Evelyn, eu vou, e eu não sei pra onde nem por quanto tempo.
No que dependesse de mim, eu subiria na primeira locomotiva e iria de encontro a você. Ficaria no hotel mais próximo da sua casa para poder te ver todo dia. Acamparia à janela do teu quarto para de noite sentir o teu perfume. Acordaria mais cedo que você para te ver despertar.
Invejo seus sonhos, que podem ter você toda noite.
Invejo o espelho que está na sua cabeceira, pois pode te ver todo dia.
Evelyn, esse vazio que me preenche o peito não existe quando estou com você.
Evelyn... Meu peito respira com dificuldade.
Minha gastrite me devora de dentro pra fora.
Minhas mãos tremem... Eu não estou bem...
E tudo que eu queria agora era poder te segurar em meus braços...
L.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Carta 036
Eu sou a dor de todos os homens,
E a angústia de todas as mães
Cujos filhos atravessaram o Bojador para nunca mais.
Sou eu a demência que assombra Edgar,
E também o doente prazer sádico
Do corvo sobre o busto de Minerva, d'onde jamais sairá.
Eu sou a ingenuidade do homem iludido,
Traído pelo suposto amigo: O rei,
Cuja indiferença sou também eu, coroado sobre o trono de Pasárgada.
Sou a melancolia crônica que se despede de seus sonhos,
Que exalta suas dores e agradece às murchas flores
Sobre meu túmulo vazio - descansais em paz.
Toco minha última serenata n'uma flauta vértebra,
E, sozinho nos salões da memória - Diabos!
Não sou Maiakóvski ou Pessoa, sou a escória; Indesculpavemente sujo!
Sou infame, sou covarde, sou vil e errôneo;
Sou um poema em linha curva; Versos feitos de fel.
Sou um Orfeu sem Eurídice, sou Caim sem Abel. Sou sem propósito.
Lenore, eu sou perdido. Sem razão.
Lolita, eu vago só. Sem perdão.
Evelyn, eu me arrasto agora, na escuridão.
Louco, louco, louco! Foi o que me disseram quando disse que te amei.
Mas naveguei as águas puras dos teus olhos
E, com versos tão antigos, eu, sem querer, te afoguei...
E a angústia de todas as mães
Cujos filhos atravessaram o Bojador para nunca mais.
Sou eu a demência que assombra Edgar,
E também o doente prazer sádico
Do corvo sobre o busto de Minerva, d'onde jamais sairá.
Eu sou a ingenuidade do homem iludido,
Traído pelo suposto amigo: O rei,
Cuja indiferença sou também eu, coroado sobre o trono de Pasárgada.
Sou a melancolia crônica que se despede de seus sonhos,
Que exalta suas dores e agradece às murchas flores
Sobre meu túmulo vazio - descansais em paz.
Toco minha última serenata n'uma flauta vértebra,
E, sozinho nos salões da memória - Diabos!
Não sou Maiakóvski ou Pessoa, sou a escória; Indesculpavemente sujo!
Sou infame, sou covarde, sou vil e errôneo;
Sou um poema em linha curva; Versos feitos de fel.
Sou um Orfeu sem Eurídice, sou Caim sem Abel. Sou sem propósito.
Lenore, eu sou perdido. Sem razão.
Lolita, eu vago só. Sem perdão.
Evelyn, eu me arrasto agora, na escuridão.
Louco, louco, louco! Foi o que me disseram quando disse que te amei.
Mas naveguei as águas puras dos teus olhos
E, com versos tão antigos, eu, sem querer, te afoguei...
sábado, 4 de maio de 2013
Carta 035
Tá tudo bem se for
por amor às causas perdidas;
Tá tudo bem se for
por amor as causas perdidas.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Carta 034
Evelyn...
Eu ando muito ausente, eu sei.
Há tempos que uma carta minha não chega a você - o que não significa que eu não as tenha escrito, com tinta ou em meus pensamentos. Mais algumas a se somar na pilha de cartas que, em meu quarto, erguem-se à altura dos meus joelhos e se inclinam para o lado, tal qual uma Torre de Pisa construída com sentimentos abstratos transformados em cartas perdidas...
Pela última vez que te vi, você me perguntou se a razão pela qual meus pés caminham perdidos era você.
Se, por acaso, era você a responsável pelo meu olhar cansado e desiludido.
Se era você a semente dessa falta de cor em mim...
...Não, Evelyn. Esse meu desespero contido, essa minha angústia disfarçada com meu olhar blasé, minha ânsia que me queima por dentro, me digere vivo... Esse ácido que verte da minha pele e que, para disfarçar, eu saio a caminhar na chuva... Nada disso é culpa sua. O ponto, Evelyn, é que eu estou, mais uma vez, perdido. Mais uma vez, e mais do que nunca agora, perdido. Perdi meu norte. Perdi meu sol. Minhas bússolas.
Videie, minha cara! Olha para mim e me diz o que você vê!
E eu te digo o que eu vejo daqui de cima de meu navio: Um horizonte desfocado, depois do qual eu não sei o que me espera; Velas que ululam ao vento preguiçoso; Vejo corpos no mar, Evelyn! Todos os meus marujos me abandonaram. Todos os seus corpos afogados à minha volta; Eu não possuo mais um imponente navio - eu possuo um coffinship! Vejo as barbatanas de mil tubarões que seguem o rastro mórbido da minha passagem n'oceano. Vejo o convés vazio - ele bem que poderia ser meu próprio coração; vejo o céu negro e sem estrelas. Eu perdi meu norte, e navego sem bússolas.
Eu navego agora, Evelyn, sozinho e à revelia.
Que os deuses saibam melhor do que eu.
Ahoy, minha cara. Pois quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor...
Eu ando muito ausente, eu sei.
Há tempos que uma carta minha não chega a você - o que não significa que eu não as tenha escrito, com tinta ou em meus pensamentos. Mais algumas a se somar na pilha de cartas que, em meu quarto, erguem-se à altura dos meus joelhos e se inclinam para o lado, tal qual uma Torre de Pisa construída com sentimentos abstratos transformados em cartas perdidas...
Pela última vez que te vi, você me perguntou se a razão pela qual meus pés caminham perdidos era você.
Se, por acaso, era você a responsável pelo meu olhar cansado e desiludido.
Se era você a semente dessa falta de cor em mim...
...Não, Evelyn. Esse meu desespero contido, essa minha angústia disfarçada com meu olhar blasé, minha ânsia que me queima por dentro, me digere vivo... Esse ácido que verte da minha pele e que, para disfarçar, eu saio a caminhar na chuva... Nada disso é culpa sua. O ponto, Evelyn, é que eu estou, mais uma vez, perdido. Mais uma vez, e mais do que nunca agora, perdido. Perdi meu norte. Perdi meu sol. Minhas bússolas.
Videie, minha cara! Olha para mim e me diz o que você vê!
E eu te digo o que eu vejo daqui de cima de meu navio: Um horizonte desfocado, depois do qual eu não sei o que me espera; Velas que ululam ao vento preguiçoso; Vejo corpos no mar, Evelyn! Todos os meus marujos me abandonaram. Todos os seus corpos afogados à minha volta; Eu não possuo mais um imponente navio - eu possuo um coffinship! Vejo as barbatanas de mil tubarões que seguem o rastro mórbido da minha passagem n'oceano. Vejo o convés vazio - ele bem que poderia ser meu próprio coração; vejo o céu negro e sem estrelas. Eu perdi meu norte, e navego sem bússolas.
Eu navego agora, Evelyn, sozinho e à revelia.
Que os deuses saibam melhor do que eu.
Ahoy, minha cara. Pois quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor...
L.
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