terça-feira, 17 de julho de 2012

Carta 018

Evelyn..

Uma partida sem um último beijo, um último abraço...
Um final sem final... Não é um final.
Não é certo.
E eu vou enlouquecer se isso tudo se acabar de um dia para o outro.
Evelyn, eu caminho agora sobre o fio da navalha.
Eu caminho na beira da sanidade - No limiar da saudade.
Você nem foi e eu já sinto sua falta.
Saudade que sangra. Saudade que afoga o peito e se vê no rosto...
Saudade essa que eu vou deixar guardada na minha mesa de cabeceira, com a qual eu me sentarei no café da manhã e levarei para a cama de noite...
...E o que eu quero não é nem que você fique. O que eu quero é só você.
E, se tudo dependesse de mim, eu me mudaria com você. Para onde você fosse. Para o norte ou para o sul, para o céu ou para o inferno, eu estaria lá contigo...


"É que eu te amo, meu mar sem fim,
Porque és o riso que passeia dentro de mim
E essa dor dentro de ti a andar sou eu."

Nenhum comentário:

Postar um comentário