Por quê, Evelyn, é tão difícil nossos destinos se manterem paralelos?
Estamos distantes um do outro, de novo. Estamos fechando o ciclo, Evelyn. Aquela peculiaridade entre nós dois, aquela sucessão de coincidências, aqueles encontros extremamente improváveis em momentos completamente randômicos. De tempos em tempos, aparecemos um na vida do outro para, eventualmente, como o frio de junho, irmos embora solenemente um da vida do outro. Mas não dessa vez. Não há solenidade aqui. Não há calma. Não há serenidade.
Escreveu uma vez Tolkien que "você pode encontrar as coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou.". E eu não sinto que estamos nos perdendo um do outro. Eu estou provavelmente enganado - E espero mesmo estar - quando penso que talvez nosso próximo adeus será nosso último adeus, e nosso próximo abraço será minha última lembrança junto de ti.
Quero que saiba também que algumas decisões que tomei nos últimos cinco ou seis meses - E até algumas mais importantes ainda que tomei nos últimos sete ou oito dias - são resultado direto de nosso reencontro. Aparentemente, eu funciono melhor com você do meu lado, e talvez seja por isso que precisemos nos afastar de tempos em tempos. Por quê viver tendo-te por perto, tendo-te ao meu alcance, seria demasiado bom... E talvez algumas pessoas não mereçam tamanha ventura.
Quem sabe se vamos nos reencontrar de novo? Daqui uns meses, ou uns anos...? Aqui, ou numa das doze capitais que pretendíamos visitar juntos... Quem sabe?
Em suma, Evelyn...
Sentirei saudades suas. De verdade.
L.
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