sexta-feira, 20 de março de 2015

Carta 077

Eu vou vagar para sempre, toda essa ilha, devagar.

Divagar.

Por quê, de alguma forma, o tempo e o espaço hoje e agora se contrapõem.

Eu caminho, e o tempo não.

Aqui, Evelyn, o tempo dilatou tanto que o sol sequer se move.

Se dilatou tanto que nada nunca morre.

E, ao mesmo tempo, o espaço cada vez mais se contrai.

E tudo aos poucos some. Aos poucos a própria existência se trai e se atrai.

Tudo se devora, tudo se desfaz.

Em si, se afoga.


Eternamente seu,

Leo

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