Divagar.
Por quê, de alguma forma, o tempo e o espaço hoje e agora se contrapõem.
Eu caminho, e o tempo não.
Aqui, Evelyn, o tempo dilatou tanto que o sol sequer se move.
Se dilatou tanto que nada nunca morre.
E, ao mesmo tempo, o espaço cada vez mais se contrai.
E tudo aos poucos some. Aos poucos a própria existência se trai e se atrai.
Tudo se devora, tudo se desfaz.
Em si, se afoga.
Eternamente seu,
Leo