terça-feira, 22 de abril de 2014

Carta 070

Aqui as árvores não respiram.
Não há vida até onde alcança a vista.
O mar é sempre parado. Não há música na rebentação. Não há ondas ao amanhecer.
Meus primeiros passos foram incertos na areia branca-acinzentada. O sol brilha fraco entre as nuvens. O céu aqui é para sempre cinza, mas nunca chove.
Senti a neve caindo sobre meus cabelos ao entardecer, apesar de não estar demasiado frio para nevar.
O que é tudo isso?
Seria essa ilha um espelho daquela outra?
Seria essa a ilha que nós criamos, mas que só agora eu consigo enxergá-la?
Evelyn, foi você quem criou isso tudo...?

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