A cada dia que passa, eu me canso mais.
A ausência de tudo me preenche.
A sua ausência me incomoda.
E eu tento preencher esse vazio todo com álcool, na esperança de que o cigarro que eu vá fumar depois me incinere.
Eu tento preencher esse vazio todo com fumaça, na esperança doentia de que meus pulmões não mais consigam filtrar o ar que eu respiro.
Eu tento preencher esse vazio fugindo da cidade, na esperança de que uma dessas viagens seja minha última.
Eu tento preencher esse vazio correndo a mais de 180 quilômetros por hora. Na esperança de encontrar uma curva fechada demais.
Eu tento preencher esse vazio com alcaloides, na esperança de uma overdose eventual.
Eu tento preencher esse vazio fugindo da realidade.
E eu tento curar esse vazio encurtando cada vez mais minha vida.
L.
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